Dexco (DXCO3) dobra o lucro no balanço do 3º trimestre com aumento de preços

Dexco (DXCO3) dobra o lucro no balanço do 3º trimestre com aumento de preços

Outubro 28, 2021 Não Por JB

Deca

SÃO PAULO – A Dexco (DXCO3), ex-Duratex, reportou lucro líquido de R$ 255,336 milhões no terceiro trimestre de 2021 (3TRI21), mais do que o dobro (106%) do reportado no mesmo período em 2020, de R$ 123,929 milhões.

Conforme a empresa, o trimestre foi marcado por uma “bem-sucedida estratégia de aumento de preços somada à melhoria do mix em todas as divisões”, escreveu no relatório de administração.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), ajustado e recorrente ficou em R$ 604,098 milhões, alta de 39,3%, na comparação com o 3TRI20.

Já a margem Ebitda ajustado e recorrente avançou 3,3 pontos percentuais, de 24,4% para 27,7%.

Receitas da Dexco

Segundo a empresa, a receita líquida do terceiro trimestre somou de R$ 2,177 bilhões, alta de 22,4% em relação ao mesmo período de 2020.

A receita advinda do mercado externo apresentou alta de 15,4% em relação ao mesmo período de 2020, “em linha com a forte recuperação das vendas da unidade da Colômbia”. Com isso, a participação do mercado externo na receita total representou 17,4% no trimestre.

Entre as principais unidades de negócios, a de madeira teve aumento de 39,1% na receita unitária na comparação anual, devido ao aumento de preços no período. Assim, o Ebitda foi recorde, de R$ 383,5 milhões, com evolução de 5,3 p.p., da margem bruta, mesmo com pressão de custos.

Na unidade Deca, a receita unitária teve alta de 23%, dado o aumento de preços e melhoria do mix, gerando uma margem Ebitda de 22,9%, que somou R$ 138 milhões.

Cenário da construção

A companhia apontou que o terceiro trimestre foi marcado “pelo aumento do pessimismo frente à recuperação econômica brasileira pós-pandemia”, o que, entre outros fatores, levou à uma alta dos juros.

“Contudo, esse novo patamar de juros não foi suficiente para impactar o acesso ao crédito imobiliário, que segue apresentando consistente crescimento ao longo do ano e superando significativamente as bases de 2020, tampouco impactou a demanda por novos imóveis”, destacou a companhia.

Adicionalmente, a companhia pontuou que “mantém-se otimista com o desempenho de suas operações e perspectiva de demanda futura, em especial daquela decorrente dos novos lançamentos imobiliários”, mesmo diante de um cenário desafiador.

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