China admite preocupação com variante Ômicron para os Jogos Olímpicos de Inverno

China admite preocupação com variante Ômicron para os Jogos Olímpicos de Inverno

Novembro 30, 2021 Não Por JB

Atletas, funcionários e jornalistas ficarão confinados a bolhas sanitárias durante a competição, que acontecerá em três locais distantes no centro da cidade Pequim

Reprodução/Twitter/@Beijing2022/Cui JunChina admitiu que está preocupada com a variante Ômicron para os Jogos de Inverno

A China admitiu nesta terça-feira que a nova variante da Covid-19, chamada Ômicron, se tornou alvo de preocupação por parte da organização das Olimpíadas de Inverno, marcada para ser disputada na capital Pequim entre os dias 4 e 20 de fevereiro de 2022. Apesar disso, o país disse estar confiante sobre o assunto. “Isto significará alguns desafios em termos de luta contra a pandemia. Mas a China tem experiência no tema e estou plenamente confiante de que os Jogos Olímpicos acontecerão sem problema”, declarou Zhao Lijian, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

A China mantém uma das regras mais restritas do mundo quanto a viagens e entrada no país em relação à pandemia. O país já avisou que não permitirá a presença de espectadores estrangeiros na Olimpíada. Atletas, funcionários e jornalistas ficarão confinados a bolhas sanitárias durante a competição, que acontecerá em três locais distantes no centro da cidade Pequim, no subúrbio de Yanqing e na província vizinha de Hebei. Todos terão que estar com a vacinação completa e vão precisar respeitar uma quarentena de 21 dias ao desembarcarem em solo chinês.

Além disso, os participantes serão submetidos a testes diários. A China ainda não registrou casos da Ômicron no país, mas foram detectados casos no território semiautônomo de Hong Kong. A nova variante é o mais novo desafio enfrentado pela organização da Olimpíada, que vem sendo alvo de críticas desde a escolha de Pequim como sede porque a cidade não conta com neve natural. Além disso, a China enfrenta críticas por conta da questão dos direitos humanos e, mais recentemente, encara as acusações de abuso sexual da tenista Shuai Peng contra um ex-líder do Partido Comunista chinês. A associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês), políticos e os principais jogadores do circuito também levantaram preocupações sobre a segurança da tenista, que chegou a ficar incomunicável por dias.

*Com informações do Estadão Conteúdo