Ação da Petrobras cai 2% com petróleo e à espera de julgamento no STF; IRB tem nova sessão de forte alta e Suzano avança

Ação da Petrobras cai 2% com petróleo e à espera de julgamento no STF; IRB tem nova sessão de forte alta e Suzano avança

setembro 25, 2020 Off Por JJ

Plataforma da Petrobras na Baia da Guanabara, no Rio de Janeiro
(Mario Tama/Getty Images)

SÃO PAULO – Após o alívio da véspera, o Ibovespa volta a ter perdas praticamente generalizadas em meio ao cenário negativo no exterior em meio às preocupações com a segunda onda de coronavírus na Europa e acompanhando o intricado debate sobre mais pacotes de estímulos nos EUA.

Notoriamente, pela terceira sessão seguida, quem se destaca positivamente é o IRB (IRBR3), que apresentaram dados positivos para o mês de julho (veja mais clicando aqui). Os ativos chegaram a subir 7,77%, para depois amenizarem.

Ainda entre as poucas altas, quem tenta se firmar com ganhos é a Suzano (SUZB3), que teve a recomendação reforçada pelo Credit Suisse e o preço-alvo elevado de R$ 54,5 por ação para R$ 65 por ação. Além disso, a companhia se beneficia com o dólar mais alto por ser exportadora.

Já as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) voltam a cair, mais de 2%, em uma nova sessão de baixa para o petróleo, de cerca de 1% para o WTI e de 0,6% para o brent. Os preços da commodity encaminham-se para mais uma baixa semanal devido à crescente preocupação com o impacto na procura de combustível de um ressurgimento generalizado das infecções por coronavírus, bem como a preocupação com o provável regresso das exportações da Líbia.

Também no radar, vale destacar que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, pautou para a próxima quarta-feira o julgamento da reclamação que busca impedir a venda de refinarias da Petrobras, segundo o Valor. Já há três votos contra o governo e a tendência é que seja formada maioria nesse sentido, de acordo com o jornal.

Fora do índice, a Grendene (GRND3) vê suas ações avançando. A Vulcabras Azaleia (VULC3) comunicou que seu conselho de administração aprovou o licenciamento da marca Azaleia à companhia pelo período de três anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. A remuneração pela licença será paga pela Grendene com base em um percentual das receitas operacionais líquidas mensais dos produtos.

Confira os destaques:

Melnick (MELK3)

A oferta de ações da Melnick Even foi precificada em R$ 8,50 por ação. O valor é o piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 12,50. Com isso, a captação da companhia totaliza R$ 713,58 milhões. A oferta base era apenas primária, de 73 milhões de ações, ou seja, R$ 620 milhões vão para o caixa da empresa.

A compra de terrenos para empreendimentos futuros será o principal destino dos recursos, segundo prospecto da companhia.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

As ações da Hidrovias do Brasil estreiam na B3 nesta sexta-feira. Na quarta, a companhia levantou R$ 3,4 bilhões em oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a maior do ano até agora.

A empresa de logística precificou suas ações a R$ 7,56 cada, no piso de sua faixa estimada de preço, de acordo com dados disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Hidrovias do Brasil é uma das maiores companhias prestadoras de serviços de logística integrada independente com foco em logística hidroviária da América Latina.

A Vale vai pagar a remuneração das debêntures participativas em 30 de setembro de 2020, no valor bruto de R$ 1,271221414 por debênture, somando R$ 493,944 milhões. A liquidação financeira ocorrerá em 1 de outubro de 2020.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo rejeitou uma série de denúncias apresentadas contra o Magazine Luiza, acusando a varejista de racismo por ter criado um programa de trainees voltado exclusivamente para pessoas negras, segundo O Globo. Para o MPT, o caso não trata de violação trabalhista, mas de ação afirmativa de reparação histórica. Ao todo, o MPT recebeu 11 denúncias, acusando a empresa de promoção de “prática de racismo”.

Vulcabras (VULC3) e Grendene (GRND3)

A Vulcabras Azaleia comunicou que seu conselho de administração aprovou o licenciamento da marca Azaleia à Grendene pelo período de três anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. A remuneração pela licença será paga pela Grendene com base em um percentual das receitas operacionais líquidas mensais dos produtos.

Vale destacar que o movimento da Vulcabras vem em conjunto com a compra dos direitos da marca Mizuno da Alpargatas (ALPA4), de modo a focar exclusivamente no mercado de calçados esportivos. Com a troca, a Vulcabras deixa de faturar cerca de R$ 100 milhões com a Azaleia para gerar uma receita aproximada de R$ 450 milhões com a Mizuno anualmente.

“Essa movimentação no mercado de calçados pelas três principais representantes do setor, Alpargatas (ALPA3/ALPA4), Grendene (GRND3) e Vulcabrás (VULC3) é um ganha-ganha para as companhias em termos de operação e de sinergia, agora sem a concorrência direta pelo mercado, com segmentações bem definidas. Enxergamos um impacto levemente positivo no curto prazo para as ações da Vulcabrás (VULC3) e Grendene (GRND3) com a operação”, avaliam os analistas da Levante Ideias de Investimentos.

Segundo eles, a Alpargatas poderá focar seus esforços em sua expertise e na expansão internacional da marca Havaianas, seu principal ativo. A Grendene por sua vez, aumenta mais o foco em calçados voltados ao público feminino, complementando o portfólio de marcas como Melissa, Ipanema e Grendha. A Vulcabrás passa a ter melhor eficiência na operação com o foco em calçados esportivos, com métodos de fabricação, uso comum de maquinários e insumos similares e passa a atingir todas as faixas de renda no segmento.

O Credit Suisse elevou o preço-alvo para Suzano de R$ 54,5 por ação para R$ 65 por ação e apontou que o papel continua a ser o preferido do banco no setor de papel e celulose, com rating Outperform (acima da média). A mudança incorpora os resultados do segundo trimestre e a redução de custos de 4% na produção de celulose. A ação da empresa é negociada atualmente a um múltiplo de 6,5 vezes EV(Valor da empresa)/Ebitda 2021, abaixo da média histórica de 7 a 7,5 vezes.

Em relatório, o Credit atualizou suas expectativas para a Suzano, com previsão de Ebitda de R$ 18,7 bilhões em 2021. Para 2020, o banco espera Ebitda de R$ 14,5 bilhões. O aumento deve suportado por preços mais altos, melhores embarques de celulose e menores custos de produção de celulose. Com isso, o Fluxo de Caixa Livre deve ser de R$ 7,2 bilhões (yield de 11,5%). Como consequência, a alavancagem deve cair de 5,6 vezes para 3,2 vezes em 2021.

Ainda no radar do setor, os preços da celulose de fibra curta tiveram alta na semana (de US$ 1,30 a tonelada), para US$ 449,22 a tonelada. “No longo prazo, acreditamos que os níveis de preço atuais não sejam sustentáveis, na medida em que se encontram há muito tempo abaixo do custo marginal (cerca de US$ 500 a tonelada, em nossa opinião). Adicionalmente, esperamos que uma recuperação da demanda na China seja gatilho para um movimento de recomposição de estoques”, avalia a XP Investimentos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, pautou para a próxima quarta-feira o julgamento da reclamação que busca impedir a venda de refinarias da Petrobras, segundo o Valor. Já há três votos contra o governo e a tendência é que seja formada maioria nesse sentido, de acordo com o jornal.

Santos Brasil (STBP3)

A operadora logística Santos Brasil aprovou preço de 4,10 reais por ação em sua oferta restrita, ampliando o capital em cerca de 790 milhões de reais, segundo comunicado divulgado ao mercado nesta sexta-feira.

As novas ações emitidas, 192.680.000, começam a ser negociadas na segunda-feira, na B3. O papel fechou na véspera a 4,34 reais.

A operação foi coordenada por BTG Pactual, Morgan Stanley, XP Investimentos e Goldman Sachs e poderia ter sido ampliada em até 35% do total inicialmente ofertado.

A companhia disse que pretende utilizar os recursos para participar em novos arrendamentos de ativos portuários e verticalizar e integrar a cadeia logística portuária a partir da plataforma da Santos Brasil Logística, bem como ampliar a participação na movimentação brasileira de contêineres.

Raia Drogasil (RADL3)

O Bank of America (Bofa) retomou a cobertura de Raia Drogasil com rating de Compra e preço-alvo de R$ 29 por ação. O banco espera um lucro por ação (EPS) crescendo a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 25% entre 2020 e 2025. Em relatório, o banco disse que o pior já ficou para trás, e que a empresa tem dado consistente sinais de recuperação, o que deve beneficiar as ações.

Depois de ter uma queda de 7% em vendas mesmas lojas (same store sales) no segundo trimestre, a empresa deve ir para um território positivo no terceiro trimestre, segundo o Bofa. As vendas devem crescer 16% no terceiro trimestre e 18% no quarto trimestre, comparado com o mesmo período do ano anterior. Além disso, a margem Ebitda deve retornar aos níveis anteriores à pandemia ao longo de 2021.

Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada, nesta quinta-feira, os acionistas da Tecnisa rejeitaram uma nova tentativa que a Gafisa fez de incorporar os negócios da empresa. Foram rejeitadas quatro proposições elaboradas pelo Fundo Bergamo, que tem a Gafisa como única cotista.

Com 31.850.084 votos contrários, 82 mil abstenções e nenhum voto favorável, os acionistas não deram prosseguimento à proposta do Fundo Bergamo de aumentar o capital social da empresa em R$ 500 milhões. Os acionistas também negaram a proposta para o aumento do limite de capital autorizado da companhia para 200 milhões de ações ordinárias, sendo 31.710.059 votos contrários, 222.025 abstenções e nenhum voto a favor.

A decisão veio um dia após o Conselho Fiscal da Tecnisa recomendar a rejeição do plano, com a justificativa que “não é necessária a realização de aumento de capital pela Tecnisa no curto prazo para que esta execute seu atual plano de negócios”.

Os participantes na AGE rejeitaram, com 31.622.149 votos contrários, 226.435 a favor e 83,5 mil abstenções, um pedido do Fundo Bergamo para a substituição dos dispositivos estatutários que coíbem a aquisição de participação relevante na companhia (‘poison pill’), bem como para a alteração de regras relativas à alienação do controle acionário, ao cancelamento do registro de companhia aberta e à saída do segmento do Novo Mercado da B3 e outras regras relacionadas a hipóteses e realização de ofertas públicas de aquisição de ações.

Por fim, os acionistas da Tecnisa não deram prosseguimento ao pedido que o Fundo Bergamo fez para a criação de um Comitê de Boas Práticas Corporativas em termos estatutário, com a inclusão de novos artigos no Estatuto Social da empresa. Foram 31.607.161 votos contrários e 324.923 favoráveis.

Conforme destaca a Levante Ideias de Investimentos, agora a Gafisa deve seguir com a assessoria do banco Credit Suisse para elaboração de uma proposta mais estruturada para tentar uma negociação mais amigável. “A Gafisa ainda pode tentar um aumento na participação da Tecnisa de maneira gradual, comprando ações no mercado, desencadeando uma aquisição forçada, um movimento difícil de ser concretizado. Com base nos preços de fechamento do último pregão, a Tecnisa em valor de mercado de R$ 707 milhões e a Gafisa, de R$ 1,23 bilhão”, apontam.

A Tenda aprovou o pagamento de dividendos de R$ 13,7 milhões, equivalente a R$0,139520413 por ação. Terão direito a dividendos os acionistas detentores de ações de na data base de 29 de setembro de 2020. As ações passam a ser negociadas na condição “ex-dividendos” a partir de 30/09/2020. Os dividendos serão pagos a partir de 16 de outubro de 2020.

A B3 informou que os dividendos referentes ao primeiro e segundo trimestre de 2020 foram ajustados de R$0,64836875 para R$0,64874250. Já os juros sobre capital próprio referentes a 2020 foram ajustados de R$0,14778588 para R$0,14787107 por ação. O pagamento dos dividendos e juros sobre capital próprio será realizado em 07 de outubro de 2020. As ações da Companhia passam a ser negociadas na condição “ex” proventos e a partir de hoje (25).

(Com Agência Estado, Reuters e Bloomberg)

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